FAQS

Porque são uma empresa Zero Waste?

Fazemos tudo o que está ao nosso alcance e pensamos e repensamos a nossa forma de fazer as coisas de forma a diminuir o nosso desperdício. No caso por exemplo do sabão que produzimos utilizamos os restos e as sobras para uso interno, juntamos para fazer sabões mais pequenos ou com outros formatos e aproveitamos tudo. Todas as embalagens e enchimentos que nos chegam são reaproveitados. Recolhemos embalagens utilizadas pelos nossos clientes. Vendemos a granel.

Como os cosméticos Unii contribuem para o respeito pelo meio ambiente?

Quando compra um cosmético biológico isso significa que ele é produzido segundo os princípios do ecodesign para respeitar o meio ambiente em todas as fases do seu desenvolvimento, isto é:
– o cultivo de matérias-primas não utiliza fertilizantes sintéticos, herbicidas, pesticidas ou OGM
– as matérias-primas são obtidas por métodos de processamento simples e amigos do ambiente, eles são naturais e biodegradáveis e sem solventes ou adjuvantes químicos.
– fabrico sustentável utilizando produtos de limpeza regulados para limitar a poluição ambiental, política ecológica na gestão de energia e eliminação de resíduos (triagem seletiva, reutilização e reciclagem).
– embalagens biodegradáveis ou recicláveis e tintas amigas do ambiente (à base de água e pigmentos vegetais).

Porque é que as embalagens de champô têm uma cor diferente?

São 100% de plástico reutilizado, recolhido e utilizado para fazer novas embalagens sem produção de novo plástico, sem consumo de mais petróleo. Daí a cor diferente.

Os vossos produtos são vegan? E Cruelty free?

Sim, todos os nossos produtos são vegan, não utilizamos nenhum derivado animal e também somos uma marca Cruelty free – isto é – garantimos que nenhum dos nossos produtos, ingredientes ou matérias-primas foi testado em animais. Nem no produto final nem durante o desenvolvimento das formulações.

A vossa empresa faz parte de algum grupo que testa outros produtos em animais?

Não, somos uma empresa familiar, 100% portuguesa e sem outras participações em qualquer grupo económico.

Vendem para a China ou pensam fazê-lo no futuro?

Não, nem pensar! Não vendemos para a China nem para nenhum outro país onde os testes em animais sejam requeridos para vender produtos cosméticos. Somos contra os testes em animais e por isso não comprometemos aquilo em que acreditamos para entrar em nenhum mercado.

Formulam e produzem realmente todos os produtos na vossa fábrica em Pêro Pinheiro - Portugal?

Sim, fazemos tudo de raíz, em pequenos lotes, de forma artesanal na nossa fábrica. Assim conseguimos garantir a qualidade a cada passo fazendo produtos o mais frescos e puros possível até chegarem a si. A maioria das empresas de cosméticos sub-contrata outras empresas de forma a cortar nos custos. Mas nós adoramos criar nós próprios, acreditamos que o próprio processo é parte do prazer da criação e torna os nossos produtos únicos, esperemos que gostem!

Os vossos produtos são seguros na gravidez?

Todas as pessoas são diferentes e todas as gravidezes também. É sempre aconselhado discutir estes assuntos com o seu médico. O nosso compromisso é fazer produtos cosméticos biológicos, cumprindo toda a legislação Portuguesa e Europeia, seguindo todas as normas do INFARMED, I.P. assegurando que os nossos produtos são livres de produtos sintéticos (como os parabenos, os SLS, os ftalatos, alumínio livre), derivados do petróleo (parafina, vaselina, silicones, óleos minerais), herbicidas e pesticidas.

Posso usar cosmética biológica enquanto estou a amamentar? E na gravidez?

Os cosméticos Unii não têm nenhum ingrediente que possa interferir na amamentação (todos os ingredientes são seguros e na sua maioria são derivados de plantas), pelo que não existe nenhuma restrição ao uso facial de qualquer produto ORGANII nem na amamentação nem na gravidez.
Regra geral, as maiores preocupações relativamente a ingredientes durante o processo de amamentação e gravidez prendem-se com químicos nocivos à saúde. Porém, estes ingredientes não estão presentes nos produtos biológicos.
Deverá ter atenção, sim, aos ingredientes dos produtos para o corpo, em especial aos aplicados na zona dos seios durante a amamentação e na barriga durante a gravidez, mesmo que naturais. Temos o exemplo da cafeína que é usada em vários cremes e pode passar pela corrente sanguínea para o leite materno, bem como os óleos essenciais. Em relação à gravidez, os óleos essenciais são contraindicados nos primeiros 3 meses quando aplicados na barriga.

Estão a contratar?

Para qualquer candidatura envie email para: comercial@unibio.pt

Têm um programa de estágios?

Temos um acordo para realização de teses de Mestrado com o Instituto Superior Técnico e Faculdade Nova de Lisboa. Se não pertence a nenhuma destas entidades, pode sempre enviar email para comercial@unibio.pt e poderemos discutir o projecto.

Como posso fazer uma encomenda online?

Para realizar uma encomenda online deverá consultar o website de um dos nossos revendedores, por exemplo, pode entrar na página online da Organii através do endereço www.organii.com

O que é a cosmética biológica?

A cosmética biológica integra atualmente um conjunto vasto de marcas e produtos de higiene pessoal produzidos com base em ingredientes biológicos cultivados sem pesticidas e herbicidas, dos quais se consegue retirar extratos mais puros e ativos. As marcas e os fabricantes que desenvolvem de forma séria estes produtos procuram que o processo de fabrico seja o mais natural e com o menor impacto ambiental possível, sem recorrer a ingredientes geneticamente modificados, fragrâncias, conservantes e corantes sintéticos, nem aditivos químicos potencialmente perigosos para a saúde e/ou para o ambiente. A redução da intervenção química permite destacar a autenticidade de cada ingrediente contribuindo para um produto final mais íntegro e sobretudo mais eficaz.
Na cosmética biológica:

  • São utilizados óleos vegetais 100% puros e de pressão a frio, óleos essenciais e ingredientes ativos (extratos de plantas) provenientes de agricultura biológica ou selvagens;
  • São utilizados emulsionantes e surfatantes de origem 100% vegetal;
  • Não são feitos testes em animais;
  • As embalagens dos produtos, cartonagem e tintas são ecológicas;
  • Os produtos são 100% livres de ingredientes sintéticos como conservantes, corantes, fragrâncias, Lauril Sulfato de Sódio e Laureth Sulfato de Sódio (SLS e SLEs), parabenos, silicones, parafina, óleos minerais e outros derivados petroquímicos;
  • São certificados como biológicos por uma organização independente;
  • O processo de fabrico é realizado de forma mais natural e com o menor impacto ambiental possível e com recurso a energias renováveis.
Porquê biológico?

A pele constitui o maior órgão do corpo humano. É um tecido vivo, que respira, que nos defende das agressões externas e absorve mais de metade do que nela colocamos, entrando na nossa circulação sanguínea. Os químicos sintéticos utilizados na maioria dos cosméticos, ao serem absorvidos, não são reconhecidos pelo nosso organismo. São substâncias com constituições químicas que o nosso corpo trata como “estranhas”. O organismo vai, então, tentar eliminá-las, sobrecarregando os órgãos que desempenham esta função, como é o caso do fígado ou dos rins. No entanto, estudos científicos comprovam que muitas destas substâncias permanecem no organismo, intoxicando-o, provocando distúrbios químicos e efeitos mutagénicos. Pelo contrário, o processo de metabolismo das células das plantas ocorre de forma semelhante ao das células da pele humana. Tal como no ser humano, nas plantas a vida é assegurada através de reações bioquímicas entre enzimas, vitaminas e minerais e tal como nas células do corpo as das plantas formam radicais livres nocivos, que são combatidos com flavonoides, vitaminas e outros antioxidantes. Os ingredientes ativos atuam do mesmo modo quando entram no corpo humano. O nosso organismo reconhece e compreende, assim, os ingredientes ativos das células das plantas e é por esta razão que se torna biologicamente possível o seu envolvimento nos processos da vida celular da pele, melhorando o bem-estar celular, bem como da saúde em geral; e se falamos de compatibilidade, falamos igualmente de tolerância por parte das peles mais sensíveis e de propriedades hipoalergénicas. Para além deste aspeto, que diz respeito sobretudo a nós seres humanos e ao nosso bem-estar, o significado da palavra “biológico” implica, de igual modo, o respeito pelo mundo e pela sociedade em que vivemos. Desta forma, conceitos como ecologia, comércio justo e sustentabilidade estão necessariamente presentes quando falamos de um cosmético biológico certificado pelas organizações que zelam pelo cumprimento desses parâmetros. É por isso que quando compramos um destes produtos é-nos dada a garantia de que, por exemplo, não foi testado em animais, de que os processos de fabrico devem ser seguros e não poluentes e de que as embalagens devem ser escolhidas com o mais estrito respeito pelo meio ambiente, utilizando formatos recicláveis e com baixo consumo de energia. Por último, consideramos importante esclarecer que nada do que foi dito até aqui invalida que falemos de uma indústria, também ela aliada ao que a investigação científica nos dá. Dela fazem parte especialistas (químicos, farmacêuticos, dermatologistas) que estudam, pesquisam e procuram a otimização de resultados, aliando a tecnologia ao que de melhor a natureza, inteligentemente, nos proporciona. Tudo isto comprova que a ciência e o mundo no qual nos foi dada a possibilidade de habitar, e de cujos recursos usufruímos, não só não são incompatíveis, como podem viver em harmonia. Assim, a questão inverte-se: “Porque não biológico?”.

Qual a diferença entre cosmética natural e cosmética biológica?

Um cosmético Natural é qualquer produto que tenha um extrato natural, independentemente da sua percentagem, da forma como foi extraído ou dos restantes ingredientes que o acompanham – que na generalidade são sintéticos. Desta forma a cosmética natural pode conter produtos mais ou menos naturais dentro desta mesma designação.
Já a cosmética biológica defende a integridade e pureza de todo o processo de transformação, da matéria-prima à formulação final do produto; do uso de ingredientes biológicos à forma como são obtidos os extratos (sem solventes químicos), à manipulação e conservação do produto. Além disso não são permitidos produtos de síntese considerados nocivos e que excluem grande parte da formulação sintética convencional, como por exemplo os parabenos, o fenoxietanol, os ftalatos, o lauryl sulfato de sódio (entre outros da mesma família), a vaselina e a parafina (derivados do petróleo), os corantes, os perfumes, etc.

Quais os conservantes de um cosmético biológico?

Na cosmética biológica a grande preocupação é a forma de conservar os produtos, e apesar de se estragarem mais facilmente, isto acontece raramente. As formas de conservar são conhecidas mas mais caras e trabalhosas: embalagens a vácuo, uso de óleos essenciais (alecrim, óleo da árvore do chá, alfazema, etc.) e plantas antibacterianas, como o aloé vera, o limão e outros citrinos, o ácido salicílico do salgueiro-branco, entre outros. As certificações biológicas ainda permitem pequenas concentrações de conservantes alimentares: álcool benzílico, sorbato de potássio, benzoato de sódio.
Com estas técnicas são conseguidas durabilidades aproximadas aos produtos convencionais sem recorrer a conservantes químicos.

Qual a importância da certificação biológica?

A inexistência de regulamentação específica para a elaboração de cosméticos biológicos (por oposição à legislação já existente para a produção e cultivo de produtos alimentares biológicos), dificulta a definição dos parâmetros que estes produtos devem seguir. Sem uma entidade legal que proteja e garanta os padrões defendidos pela cosmética biológica, as certificações independentes são a única forma de assegurar ao consumidor final a integridade e autenticidade do produto. Na ausência de certificação a qualidade e veracidade do cosmético bio ou verdadeiramente natural depende exclusivamente da competência e honestidade dos laboratórios que os desenvolvem, razão pela qual defendemos a certificação. Na verdade, é a forma mais segura de garantir ingredientes de grande qualidade e a utilização de produtos livres de químicos, prejudiciais à saúde. O facto de um produto cosmético se afirmar como natural não quer dizer que os seus constituintes não estejam contaminados, nem tão pouco evita a adição de substâncias químicas usadas como solventes, conservantes ou antioxidantes no seu processo de fabrico; natural apenas quer dizer que contém extratos naturais. O logótipo de uma certificação num produto permite ao consumidor identificar se está perante um cosmético bio ou verdadeiramente natural, sem ter que analisar exaustivamente a lista de ingredientes.

Que entidades de certificação biológica existem?

Existem várias entidades independentes a fornecer certificação e a sua maioria defende princípios semelhantes e exigências estritas que incluem: a obrigatoriedade na utilização de ingredientes biológicos; a proibição de testes em animais; o recurso a ingredientes poluentes, geneticamente modificados, ou químicos potencialmente tóxicos (fragrâncias e corantes artificiais, derivados do petróleo, glicóis, DEA, MEA, TEA, parabenos entre outros). Entre as várias entidades a certificar este tipo de produtos temos a Ecocert, Cosmebio, Soil Association, USDA, BDIH, ICEA, Natrue.

Como as certificações biológicas não exigem que 100% dos ingredientes sejam biológicos, os produtos que compõem a restante percentagem podem ter sido cultivados com químicos ou pesticidas?

LRegra geral um produto não é 100% biológico, ficando entre os 70 e os 90% de componentes biológicos, uma vez que existem muitos ingredientes que não podem ser certificados – como o caso da água, normalmente é usada água mineral, de nascentes puras, mas não pode ter certificado biológico.
Muitos cremes, gel de banho, champôs e muitos outros produtos, contêm grandes percentagens de água, alguns de 50 a 70% do seu conteúdo – o que faz descer a sua percentagem de ingredientes biológicos.
Outros ingredientes são as micas e outros minerais (derivados das pedras, areia, quartzos) que existem na natureza e que servem muitas vezes para proteger a pele da radiação, dar brilho ou cor à pele, que também não podem ser biológicas, apesar de serem naturais.
A certificação garante o uso de 100% ingredientes naturais e proíbe todo o uso de químicos nocivos e de produtos de síntese (derivados do petróleo, ftalatos, sulfatos, etc.) bem como qualquer produto de agricultura convencional (devido ao uso de pesticidas, herbicidas e adubos).

Para que faixa etária são direcionados os produtos da Unii?

Na Unii temos produtos para as várias faixas etárias. Aqui poderá encontrar uma larga resposta às suas necessidades e motivações, do recém-nascido às peles mais maduras, do cabelo ao rosto e corpo, dos produtos para homem às peles problemáticas.

É possível fazer reação alérgica a um cosmético biológico?

Todas as marcas podem causar uma reação alérgica a algum dos seus produtos ou componentes. No caso de marcas biológicas estas reações tendem a ser menores e muito menos prováveis, mas podem existir. 95% das reações alérgicas são devido ao uso de produtos químicos ou de síntese nos cosméticos. Ainda assim, uma pessoa pode ser alérgica a um qualquer ingrediente, como a laranja ou o morango, e reagirem a ele, mesmo que estes sejam de qualidade, à semelhança do que acontece com as alergias alimentares.

Se fizer alergia a um produto, o que devo fazer?

Se fizer alergia a um produto consulte um médico e contacte-nos diretamente. É importante percebermos quais os produtos que está a utilizar, testar um produto de cada vez e procurar nos ingredientes mais ativos quais poderão provocar reação.

Quanto tempo é que pode estar aberto o produto sem perder as suas propriedades?

Se estiver guardado numa embalagem a vácuo pode durar toda a vida, quando exposto ao ar depende das condições de armazenamento. Bem conservado em local fresco e seco e sem apanhar luz direta pode durar entre 1 a 3 anos. É importante também aplicar estes produtos sempre com as mãos lavadas evitando assim a contaminação do produto.

Qual a diferença de um óleo essencial ser biológico ou de síntese?

Existem 2 tipos de moléculas de síntese utilizadas nos cosméticos: as moléculas de derivados do petróleo, como por exemplo, as parafinas, os silicones (que criam uma sobrecarga ao nosso organismo) e as moléculas sintetizadas em laboratório (que tentam imitar as que existem na natureza).
As moléculas mais imitadas são as dos óleos essenciais. Ainda assim, a produção sintética consegue a mesma molécula, mas não a mesma conformação espacial. Isto é, a forma como os átomos se arranjam dentro da própria molécula não é igual e por isso a forma espacial da molécula não é a mesma. Isto implica poder ter um aroma parecido mas não a mesma função no corpo.
Um óleo essencial biológico não foi diluído e o seu modo de extração respeita a estrutura da planta, mantendo as suas propriedades intactas. São estes os óleos que tem as funções famosas que lhes reconhecemos e não as imitações aromáticas sintetizadas em laboratório.

Se for alérgico ao glúten posso usar cosmética com derivados do trigo?

Primeiramente é necessário diferenciar glúten de trigo. O trigo é o cereal que contém maior índice de glúten. Mas afinal o que é o glúten? É uma proteína composta pela mistura de cadeias proteicas longas de gliadina e glutenina. É obtido através da mistura destas proteínas que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais da família das gramíneas (Poaceae), principalmente em espécies comestíveis como o trigo, a cevada e o centeio. Estes cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lípidos, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). A estrutura bioquímica deste tipo de glúten leva muitas vezes à sua denominação de “glúten triticeae”, que é popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

O grão de trigo tem, como os outros cereais, uma estrutura complexa em cuja composição entram muitas substâncias das quais nem todas são agressivas para o intestino. O pericarpo e o gérmen são utilizados no processo de produção de farelo e óleo, mas naturalmente não será aí que encontraremos o responsável pelas doenças. Assim, por exemplo, o óleo de gérmen de trigo é isento de glúten e pode ser consumido. No que respeita ao endosperma, há que considerar por um lado o amido (que está totalmente inocente neste processo!), e por outro, um numeroso grupo de proteínas com características físico-químicas diversas.

Neste grupo podemos distinguir aquelas que se dissolvem na água (albuminas e globulinas) das que o não fazem. É ao conjunto das proteínas insolúveis que se chama genericamente glúten e foi a partir dele que se isolaram diversas frações com efeitos nocivos. A sua “agressividade” depende da sua composição e como esta não é igual em todos os cereais, eles são tolerados de forma diferente pelo nosso organismo: assim, enquanto o trigo, o centeio e a cevada têm de ser completamente afastados da alimentação, outros cereais como o milho e o arroz são perfeitamente inofensivos.

O cereal kamut e a espelta sendo da família do trigo apresentam glúten na sua composição e como tal os mesmos potenciais problemas.

Em muitos produtos cosméticos são adicionados ingredientes, proteínas, vitaminas e aminoácidos como ativos para desempenharem alguma atividade na pele ou no cabelo. A pele absorve ativos que podem chegar à derme e então entrar na corrente sanguínea. Porém, não existe a confirmação de que o glúten aplicado na pele ou no cabelo seja absorvido pela corrente sanguínea e afete o intestino delgado, onde acontece a patologia dos celíacos, ou qualquer outro tipo de intolerância ao glúten.

O glúten não é absorvido através da pele ou do couro cabeludo sadios, mas pode ser absorvido pela mucosa da boca e possivelmente pela mucosa da região íntima. Sabe-se no entanto que em 99% dos casos o uso cosmético destas substâncias não desenvolve irritações ou intolerâncias cutâneas. Ainda assim, expomos os ingredientes que contém glúten na sua composição.

O trigo e os seus derivados apresentam propriedades muito benéficas para a pele sendo que não deve ser evitado, bem pelo contrário. Estes ingredientes ajudam muitas vezes a regenerar as próprias lesões causadas quando absorvidos pelo intestino.

INCI (International Nomenclature of Cosmetic Ingredient)

O INCI é um sistema internacional de codificação da nomenclatura de ingredientes cosméticos, reconhecido e adotado mundialmente, criado com a finalidade de padronizar os ingredientes na rotulagem dos produtos cosméticos. Por meio do INCI exposto nos produtos cosméticos é possível identificar a composição do produto e então poder verificar se algum cosmético contém glúten.

Ingredientes cosméticos identificados pela associação dos celíacos (Acelbra):

1. Derivados do trigo
Amp-Isostearoyl Hydrolyzed Wheat Protein;
Disodium Wheatgermamido Peg-2 Sulfosuccinate;
Hydrolyzed Wheat Gluten;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein Pg-Propyl Silanetriol;
Hydrolyzed Wheat Starch Dextrin Palmitate;
Hydrolyzed Wheat Flour;
Hydrolyzed Wheat Protein/Pvp Crosspolymer;
Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Stearyldimoniumhydroxypropyl;
Triticum Vulgare (Wheat) Flour Lipids;
Triticum Vulgare (Wheat) Gluten;
Wheat Amino Acids;
Wheat Germamidopropyldimonium Hydroxypropyl;
Wheat Germamidopropalkonium Chloride Wheat Protein;
Wheat Germamidopropyl Ethyldimonium Ethosulfate Yeast Extract;

2. Derivados da cevada:
Samino Peptide Complex;
Barley Extract;
Hordeum Vulgare (Barley) Extract;
Phytosphingosine ExtractBarley LipidsSecale Cereale (Rye) Seed Flour;
Stimu-Tex- ativo obtido dos grãos de cevada (Hordeum vulgare)

3. Outros inespecíficos:
Hydrolyzed Vegetable Protein (se não especifica fica a dúvida)
Hydroxypropyl (quando não especifica qual o vegetal pode ser de trigo)
CyclodextrinDextrin (pode ser de soja, de milho, de trigo ou de centeio)
Maltodextrin (pode ser de milho, mas se não especifica fica a dúvida)

4. Vitamina E (INCI: tocopheryl acetate)
A vitamina E provem de várias fontes, podendo uma delas ser o trigo, quando um produto cosmético contem o tocopheryl acetate, a nossa preocupação fica redobrada porque não sabemos a origem da vitamina E daquele produto. Para este caso deve entrar em contacto com a empresa e questionar a origem.

Os cosméticos biológicos são isentos de glúten?

Não. Os cosméticos biológicos podem conter derivados do trigo ou da cevada que podem ter glúten. Mas temos muitas alternativas isentas de glúten.

Se for alérgico ao glúten posso usar cosmética com derivados da aveia?

O papel da aveia, na dieta isenta de glúten, permanece controverso, mesmo internacionalmente. Alguns estudos mostram que a aveia também possui, ainda que em menor grau, o constituinte tóxico para o intestino. Contudo, a maioria dos estudos apontam para a sua segurança intestinal afirmando, inclusivamente, que é um ingrediente a inserir na dieta devido às suas excelentes propriedades.
A aveia é um cereal rico em beta-glucanos, fibras viscosas parcialmente digeridas pelo nosso organismo com efeito cardio-protetor e que fazem baixar os índices glicémicos do corpo. Em contato com a água, formam um gel no estômago e no intestino que prolongam a sensação de saciedade. Estas fibras também ajudam a regular o intestino e facilitam o trânsito intestinal. É uma boa fonte de vitamina B1, B3, ácido fólico, vitamina E, fósforo, ferro, magnésio e zinco. Além disso, a aveia possui ainda uma grande quantidade de proteína (13%), com valores de aminoácidos essenciais superiores aos do trigo e do centeio.
Ainda que a aveia seja isenta de glúten e segura, esta é frequentemente plantada nos mesmos terrenos e processada nas mesmas máquinas que outros cereais como trigo ou centeio, podendo ocorrer contaminação cruzada. Como tal, deve sempre procurar produtos de aveia isentos de glúten, apenas para garantir a não contaminação.
Na cosmética pode usar a aveia e os seus derivados sem nenhum tipo de problema.

Existe alguma relação entre comer glúten e o estado da nossa pele?

A doença celíaca, as intolerâncias ao glúten e a alergia ao trigo têm todas em comum possíveis manifestações na pele. Entre elas, as mais comuns são: alopecia, eczema, dermatite atópica ou ulcerosa, vasculite cutânea, dermatomiosites, vitiligo, urticária ou psoríase. Independentemente de se poder atenuar os sintomas ao nível da pele a cura será possível apenas eliminando o glúten ou o trigo da dieta. Em caso de dúvida os sintomas melhoraram com uma alimentação isenta destes ingredientes com resultados ao fim de 4 a 6 semanas.
Por outro lado, existem muitas pessoas que têm apenas uma leve intolerância ao glúten. Nestes indivíduos, mesmo em menor grau, o glúten atua da seguinte forma: altera a integridade do intestino, criando fendas que permitem às toxinas voltar a entrar em circulação no organismo. Como consequência da não digestão correta do glúten, estas moléculas entram na circulação sanguínea e são reconhecidas pelo organismo como invasoras, ativando assim o sistema imunitário e aumentando a inflamação – o que pode resultar em acne. O sistema imunitário também ativa a libertação de insulina que por sua vez aumenta os níveis hormonais, outra causa do aumento da acne.
Reação semelhante obtém-se muitas vezes pelo consumo de lácteos (leite, manteiga, queijo e iogurte) por indivíduos que não digiram bem a lactose ou a proteína da vaca. Por isso, especialmente no caso do acne tardio (fora do período da adolescência), estar 4 a 6 semanas sem consumir glúten ou lácteos pode ser suficiente para o despiste e perceber se estes ingredientes são mesmo a causa ou se existem outras.

Tive cancro de pele e gostava de saber que opções têm para a minha higiene?

Todas as nossas opções são indicadas, porque a nossa cosmética é isenta de produtos químicos de síntese e adequada a pele sensível ou problemas de pele, imunidade comprometida, entre outros. Porém, peça sempre aconselhamento especial para o seu caso. Contacte-nos, teremos todo o gosto!

Tenho um cabelo seco e com muitos caracóis, o que devo fazer para nutrir o cabelo?

O óleo 100% de argão: benéfico para a pele e o cabelo, este óleo ajuda a reter a hidratação, melhora a elasticidade e suaviza o cabelo e a pele, proporcionando um brilho instantâneo. É excelente para domar cabelos crespos e regenerar as pontas espigadas. Ajuda a reduzir o aparecimento de pontas espigadas. Protege também contra o calor do secador ou de placas de alisamento. Adicionar após enxugar o cabelo e antes de secar. Pode ser utilizado diariamente ou semanalmente.

O meu bebé tem algumas crostas na cabeça, o que devo fazer?

A crosta láctea é normal em bebés e pode durar até aos 6-7 meses de idade. Não é necessário fazer nada e se deseja estimular o desaparecimento a melhor opção é ir hidratando com óleo de argão toda a zona do escalpe.

Se tiver psoríase o que devo usar?

A psoríase é uma doença que causa muita secura na pele podendo provocar descamação e fazer ferida ou crosta. Tipicamente de origem emocional, surge por surtos relacionados com episódios mais stressantes do dia-a-dia.
A manteiga de karité pura é uma opção bastante eficaz, promovendo uma super hidratação que dura praticamente 24h. Basta aquecer o produto um pouco nas mãos e aplicar na zona sensível. De preferência por cima de óleo de argão. Este é sem dúvida o nosso tratamento de eleição, aplicar óleo argão em todo o corpo de manhã e à noite e manteiga de karité por cima apenas nas zonas mais afectadas.

O que devo fazer às minhas marcas e cicatrizes?

O melhor tratamento para cicatrizes, marcas, estrias é nutrir e massajar regularmente a zona com óleo de rosa mosqueta, óleo de argão ou misturas de óleos que contenham pelo menos um deles. Quanto mais vermelha estiver a marca ou cicatriz mais depressa verá resultados. O mais eficaz é sem dúvida o óleo de rosa mosqueta mas no rosto pode criar acne e pode deixar resíduo na roupa se não absorver por completo. Nestes casos utilizamos o óleo argão de manhã e o de rosa mosqueta à noite.

Se tiver pele sensível ou reativa o que devo fazer?

A sensibilidade da pele sobrepõe-se a todo e qualquer outro problema porque a pele vai rejeitar tudo o que nela se colocar. Primeiro passo diminuir a sensibilidade e permitir que a pele regenere.

Neste sentido, a prioridade é recuperar a camada protetora da pele e para isso temos que:

1- Limpar sempre sem água podendo usar um leite de limpeza rico, óleo ou bálsamo de limpeza.

2 – Tónico suave indicado para pele madura, seca ou sensível. Com água de rosas, camomila, calêndula ou outras plantas calmantes.

3 – Hidratação, fundamental de manhã e à noite.

4 – A Proteção solar vem depois, nestes casos é sempre aconselhado colocar sobre o creme de proteção para evitar reações da pele, de preferência meia hora depois da colocação do hidratante de rosto.

Qual a diferença entre um champô convencional e um champô bio?

A maioria dos champôs convencionais contêm substâncias químicas e sintéticas que o nosso organismo não reconhece. Essas substâncias são baratas mas extremamente tóxicas para o nosso organismo, como o sódio laureth sulfato (SLS), bem como os seus derivados. Estes produtos químicos industriais atuam como agentes de limpeza e produzem espuma mas também são extremamente tóxicos provocando reações no couro cabeludo a longo prazo: descamação, enfraquecimento, crostas, caspa.
Pelo contrário, os champôs e amaciadores biológicos não contêm produtos químicos agressivos nem secantes, trabalhando para nutrir o couro cabeludo, reabastecendo os folículos com nutrição adequada. Além disso, restauram o equilíbrio do pH natural do couro cabeludo e dos cabelos.

Qual a diferença entre um champô sólido Unii e um sabão de cabelo?

É que um champô sólido Unii é um champô, especifico para lavar cabelo e restabelecer o pH natural do escalpe enquanto que o sabão e qualquer champô derivado do sabão tem um pH mais elevado que não é adequado ao escalpe levando a longo prazo a desequilíbrios, como é o caso da descamação. Os nosso champôs têm um pH ajustado ao couro cabeludo. Além disso, não cria sedimentos em contacto com águas duras, como acontece com sabão, que são difíceis de enxaguar. Permite incluir activos muito benéficos para a saúde do escalpe, tais como extractos de plantas, Pantenol (pro vitamina B5), proteínas, etc. Usamos um tensioactivo especialmente suave, é biodegradável, aceite em cosmética natural, derivado do óleo de coco.

Aquando de um alisamento, que champô devo usar?

Para realizar um alisamento, é necessário quebrar certas ligações químicas entre os cabelos. O cabelo encaracolado ou ondulado é um cabelo que entre os fios de cabelo tem ligações, chamadas de pontes de hidrogénio, que fazem surgir os caracóis: cabelo que invisivelmente segura outro cabelo dando a forma de caracóis que para ficar liso tem de ficar sem estas referidas ligações – o cabelo fica escorrido. O sal altera o pH do cabelo, ajuda a formarem-se mais pontes de hidrogénio revertendo assim todo o processo de alisamento.

Mesmo sendo sal de proveniência biológica prejudica no alisamento, reverte o processo da mesma forma.

Por isso, os cabelos com alisamentos não podem ser lavados com champôs com sal nem Sodium Lauryl Sulfate (SLS) ou derivados, uma substância química que atua como agente de limpeza e que produz espuma. Os SLS, os seus derivados e o sal fazem regredir os efeitos do alisamento. Além disso, os componentes do alisamento são extremamente agressivos para o cabelo e couro cabeludo e, quando combinado com o cloreto de sódio (sal), tornam-se ainda mais agressivos provocando uma secura extrema no cabelo.
Nenhum dos nossos champôs contenham SLS ou derivados ou sal.

Tenho descamação do couro cabeludo, o que me recomendam?

A descamação pode ser tipicamente provocada por um champô muito agressivo, fruto da frequência do contato com os lauryl sulfato de sódio (SLS) e derivados, ou pode ser provocada por stresse. Lavar o cabelo com um couro cabeludo a descamar é essencial para ver resultados. É aconselhado lavar com mais frequência numa primeira fase, mas com muita proteção. Há medida que o escalpe vai ficando em bom estado pode ir espaçando as lavagens. Poderá conseguir essa proteção colocando óleo de argão antes da lavagem ou de preferência na noite anterior à lavagem, seguindo-se da lavagem com um champô suave (qualquer dos nossos champôs é adequado). No fim, passar por água tépida ou fria. Promove a regeneração do escalpe e purifica.